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Por mais que a crise internacional desacelere o crescimento da China neste ano, o pacote anticrise de US$ 568 bilhões, anunciado pelo governo asiático, deve garantir um mercado consumidor para alguns produtos brasileiros, como alimentos e minério de ferro.
Em compensação, a redução no ritmo econômico do Brasil pode prejudicar significativamente as importações de alguns produtos oriundos daquele país, como por exemplo, bens de capital. A opinião parte do Conselho Empresarial Brasil-China, que trabalha com as perspectivas de novos negócios entre os países.
Pelo ponto de vista de Rodrigo Maciel, secretário executivo da entidade, ao contrário do que muitos pensam, a maior gama de produtos chineses que entram no Brasil não são artefatos descartáveis, como pequenos brinquedos ou produtos plásticos manufaturados, mas sim máquinas e equipamentos que servem para qualificar o parque industrial nacional.
Entretanto, para Maciel, apesar do grande volume de compras desse tipo de produto em 2008, a tendência para 2009 será de redução. "Vamos ter que observar, porque 76% das importações brasileiras da China são maquinários e componentes para a indústria. A desaceleração da economia vai gerar queda das importações, muito mais do que nas exportações. O que compramos da China é importante", afirma.
Portal Intelog
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