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Os exportadores devem se preparar para um ano difícil em 2009. A retração da demanda mundial provocada pela crise financeira e as oscilações das cotações das commodities serão obstáculos consideráveis à manutenção da competitividade no mercado externo. Embora os reflexos da crise tenham afetado a balança comercial em novembro, o governo pretende tentar, pelo menos, manter neste ano a quantidade exportada em 2008, que totalizou 468,9 milhões de toneladas.
O secretário de comércio exterior, do Ministério do desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, evitou fazer previsões para o resultado de 2009 por conta das incertezas em relação aos preços das commodities agrícolas e do petróleo, que despencaram em decorrência da crise. "Ainda não sabemos como os preços desses produtos vão se comportar", afirmou.
Apesar da cautela em relação a projeções, Barral concordou com a opinião de analistas de mercado que apostam na queda das exportações brasileiras em 2009, sobretudo no primeiro semestre, quando os efeitos da crise serão mais nítidos. "As previsões são de que o primeiro semestre de 2009 será muito ruim para todo mundo, com perspectiva de recuperação no segundo semestre do ano", diz Barral.
O vice-presidente da Associação dos Exportadores do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, acredita que os embarques brasileiros devem cair em volumes superiores a US$ 20 bilhões em relação aos valores apurados em 2008, quando a queda nas importações superaram US$ 15 bilhões. As previsões oficiais da AEB serão anunciadas nesta terça-feira.
Medidas de incentivo
O secretário defendeu a adoção de novas medidas de incentivo ao setor exportador para que o Brasil mantenha em 2009 a mesma quantidade exportada entre 2007 e 2008. Nesses últimos dois anos, o volume exportado respectivo foi de 461,6 milhões e 468,9 milhões toneladas.
Entre as possíveis medidas de incentivo, Barral citou reduções da carga tributária e de custos logísticos dos produtos exportados, para melhorar o ambiente exportador nacional. |