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Argentina investiga práticas de subsídios de Brasil e China

     O Governo argentino resolveu abrir uma investigação para verificar o possível uso de práticas de dumping (venda de produtos abaixo do preço real por meio de subsídios) em importações de produtos brasileiros e chineses, informa o Diário Oficial do país.

      A medida se refere à importação de fitas métricas, bombas elétricas e seringas hipodérmicas provenientes da China, além de unidades compressoras procedentes do Brasil.

      Segundo as resoluções, o Ministério da Produção considera "a aplicação de direitos'antidumping em importações" sobre artigos dos dois países.

      Os produtos da China e de outros países asiáticos lideram as denúncias de empresas argentinas por comércio desleal. No ano passado, a Argentina reforçou seu sistema de controle das importações para mais de 1.300 artigos de consumo a fim de evitar prejuízos locais.

      Desta forma, Buenos Aires buscou evitar que a recessão econômica nos países desenvolvidos provocasse um "desvio do comércio" da China e que uma queda no crescimento do Brasil pudesse acentuar suas vendas à Argentina.

      Em 2008, a Argentina exportou ao Brasil US$ 13,257 bilhões em bens, enquanto suas compras de produtos brasileiros somaram US$ 17,601 bilhões.

      O Brasil e a China criaram um grupo de trabalho para analisar a viabilidade da implementação de um programa de comércio bilateral nas respectivas moedas em substituição do dólar, disse uma fonte do Banco Central brasileiro.

      "As negociações estão ainda numa fase inicial, tendo sido criado um grupo de trabalho com representantes do Brasil e da China que tiveram ainda apenas uma reunião durante o G-2O", explicou a fonte.

      O próximo passo poderá passar pela visita de uma delegação do Banco Central do Brasil à China, "apesar de ainda não haver qualquer previsão sobre quando se poderá concretizar".

      O grupo de trabalho irá analisar os "resultados que estão a ser alcançados através de um acordo que a China estabeleceu recentemente com a Argentina".

      Os bancos centrais da China e do Brasil vão ainda fazer um "levantamento do potencial volume de negócios bilaterais para verificarem a viabilidade de um futuro acordo".

      O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, explicou recentemente que o acordo com a China deverá beneficiar, essencialmente, os pequenos exportadores, ao permitir uma redução de custos, enquanto os grandes exportadores deverão continuar a recorrer ao dólar.

      O governo argentino comunicou ontem que vai abrir investigação sobre prática de subsídios em produtos brasileiros e chineses.

DCI

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