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30/06/2020
Entre blocos, ASEAN é a maior fonte de superávit para o comércio exterior brasileiro de janeiro a maio



Entre blocos, ASEAN é a maior fonte de superávit para o comércio exterior brasileiro de janeiro a maio

Entre os meses de janeiro e maio, as exportações brasileiras para os principais blocos comerciais apresentaram forte queda em quase todas esses blocos de países.  A  exceção ficou por conta da Associação das Nações do Sudeste Asiático, a ASEAN, que ampliou em 30,2% as importações de produtos brasileiros e foi a maior fonte de superávit do Brasil entre os blocos de todo o mundo.  A ASEAN, criada em 1967, é integrada por Brunei Darusssalam, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Singapura, Tailândia e Vietnã.

No período, as vendas externas para esse conjunto de países totalizaram US$ 5,933 bilhões, correspondentes a 7,02% de todo o volume embarcado pelas empresas brasileiras com destino ao exterior. Nesses cinco meses do ano, os países da ASEAN exportaram para o Brasil um total de  US$ 2,774 bilhões, representando um percentual de 4,02% das importações totais brasileiras.

Com isso, a balança comercial com os países do sudeste asiático proporcionou ao Brasil um superávit  de US$ 3,151 bilhões. Os dados foram fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Mantido esse ritmo, a corrente de comércio (exportação+importação) entre o Brasil e os países da ASEAN poderá registrar este ano cifra recorde da série histórica. Até o momento, as trocas entre o Brasil e o bloco de nações asiáticas teve o melhor desempenho no ano passado, quando as exportações brasileiras totalizaram US$ 11,848 bilhões e as importações atingiram a cifra de US$ 7586 bilhões.

Com um aumento de 90,8% nas importações, Singapura foi o principal mercado de destino das vendas brasileiras na ASEAN, com um percentual de 34%  nas exportações totais brasileiras e uma receita de US$ 2 bilhões. Também cresceram as exportações para a Malásia, que somaram US$ 1,14 bilhão (participação de 19% nas vendas ao Sudeste Asiático) e Tailândia, alta de US$ 44,6% e receita no montante de US$ 901 milhões, representando 15% das exportações brasileira para esse bloco econômico.

Outros dois destinos importante das vendas brasileiras apresentaram queda nos embarques mas ainda assim figuram entre os principais parceiros comerciais na região: Indonésia, com embarques no valor de US 797 milhões (participação de 13%) e Vietnã, destino final de produtos brasileiros no total de US$ 696 milhões (12% do total exportado para a região).

Em termos de importação, o Vietnã foi o país que mais exportou para o Brasil, com um total de US$ 912 milhões (33% do total importado), seguido pela Tailândia, que vendeu ao país US$ 584 milhões (21% do total), Indonésia, com US$ 493 milhões (18% das vendas totais do bloco), Malásia, que vendeu ao Brasil US$ 408 milhões (15% do total) e Singapura, responsável por 9,5% das exportações para o Brasil, no montante de US$ 253 milhões.

Entre os produtos exportados pelas empresas brasileiras para os países da ASEAN nos cinco primeiros meses deste ano se destacaram óleos combustíveis (US$ 1,25 bilhão), farelo de soja (US$ 801 milhões), óleos brutos de petróleo (US$ 675 milhões), minérios de ferro (US$ 671 milhões) e soja (US$ 578 milhões).

A relação dos principais produtos importados da ASEAN teve como destaques equipamentos de telecomunicações (US$ 442 milhões), válvulas e tubos termônicas (US$ 333 milhões), demais produtos da indústria de transformação (US$ 130 milhões), calçados (US$ 109 milhões) e partes e acessórios para veículos (US$ 107 milhões).

Fonte: Comex do Brasil 






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