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12/07/2018
Especialista dos EUA diz que escalada de tarifas impede a economia global entrelaçada



Especialista dos EUA diz que escalada de tarifas impede a economia global entrelaçada

Em tempos de uma economia mundial altamente interligada em uma cadeia de suprimentos, a escalada de tarifas dificultará a economia mundial, da qual ninguém poderá escapar, disse à Xinhua, na terça-feira (10), Michael D. Maher, alto conselheiro do programa do Centro de Estudos de Energia do Instituto Baker para Políticas Públicas, da Universidade Rice, ao comentar a recente tensão comercial entre os Estados Unidos e a China.

Ele apontou que “comprimir a capacidade das exportações chinesas para os EUA pode na realidade comprimir as empresas domésticas (dos EUA), porque isso faz parte de sua cadeia de suprimentos”.

Washington anunciou na sexta-feira uma tarifa adicional de 25% sobre US$ 34 bilhões de importações provenientes da China.

Na mais recente escalada de sua ofensiva comercial contra Beijing, os EUA afirmaram na terça-feira que imporão tarifas de 10% sobre outros US$ 200 bilhões de importações chinesas.

A administração de Trump também está impulsionando tarifas contra outros países.

Maher disse que os limites da economia doméstica de um país se tornaram indistintos com o desenvolvimento da globalização econômica.

“Não existe uma empresa puramente nacional ou estrangeira. Todos elas estão entrelaçadas”, destacou o especialista do grupo de pesquisadores sediado em Houston e um centro apartidário para pesquisa de políticas públicas.

Segundo ele, em vez de proteger sua própria economia doméstica, os Estados Unidos deveriam prestar mais atenção à economia global que é maior e interdependente.

“Nosso futuro está ligado não só ao nosso mercado nacional, mas ao mercado global. Então, se houver problemas, vamos negociar.”

Ele enfatizou que o sistema do comércio global nos últimos 40 a 50 anos aumentou muito o crescimento econômico global, mas as medidas tarifárias unilaterais vão derrubar isso e, ao mesmo tempo, desacelerar o crescimento econômico.

“O comércio global une as pessoas, não as separa”, acrescentou.

Fonte: Comex do Brasil






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