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12/06/2018
Alckmin aposta em reformas, acordos comerciais e melhorias logísticas no país



Alckmin aposta em reformas, acordos comerciais e melhorias logísticas no país

O ex-governador de São Paulo e presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) em visita ao Espírito Santo aceitou o convite feito pelo Sindiex e fez uma reunião com entidades e empresários capixabas, na Fecomércio, na última sexta-feira (08). Em seu discurso de 20 minutos, ele falou da importância das reformas, da necessidade de acordos comerciais, da logística e melhorias na infraestrutura, da desburocratização e dos investimentos em educação e tecnologia. 

Com a presença de parte representativa do PIB do Espírito Santo, sentaram à mesa com o candidato os presidentes do Sindiex, Marcilio Machado, da Fecomércio, José Lino Sepulcri, da Findes, Léo de Castro e o vice-governador do Estado, César Colnago, que reiterou o esforço feito pelo Sindiex para o encontro. Ainda na platéia, representantes do Centro do Comércio de Café de Vitória, Fetransportes, Transcares, Espírito Santo em Ação, Sincades, além de membros do governo estadual, executivos e dirigentes de grandes, médias e pequenas empresas. 

Alckmin logo no início falou sobre as reformas tributária, previdenciária e política. “Quem for eleito tem condição de fazer as reformas nos primeiros seis meses. Nós temos um modelo tributário muito complexo, e precisamos simplificar o modelo tributário para o Brasil voltar a crescer.  Sobre a da Previdência: só o estado de SP tem deficit de R$ 18,5 bilhões por ano, e esse valor está subindo. Fui eleito em 2010, e em 2011 tomei posse, mandei a lei para a Assembleia, que já foi aprovada. Todo mundo que entrou de lá para cá: o governo paga até o teto do INSS e dali para frente há previdência complementar, como é na iniciativa privada 1/1. Você deposita um, o governo um. E não é mais benefício definido, é contribuição definida, é quanto você capitalizou. Muito mais justo, muito mais correto e equaciona um dos principais problemas fiscais do Brasil”, disse. 

“Reforma política: há uma crise política no Brasil, uma crise institucional, uma crise de legitimidade. Aliás, não só no Executivo, no Executivo, Legislativo e Judiciário. Precisamos rever o nosso modelo. Hoje nós estamos com 35 partidos. Quando eu fui eleito deputado estadual em SP eram 84 cadeiras na Assembleia, e nosso partido tinha 42 deputados. Hoje são 94 cadeiras. Eu que ganhei no primeiro turno tenho 19 deputados. A maioria das democracias do mundo tem 70% dos votos, em dois a quatro partidos. No Brasil tem 24 partidos na Câmara Federal. Voto distrital ou distrital misto. O voto hoje do jeito que está estimula o corporativismo. Isso é um fato”, avaliou. 

Alckmin disse que, se eleito, irá apresentar todas as reformas em janeiro no Congresso. “Legitimidade e força do voto: quem ganhou já ganhou a eleição, quem perdeu já perdeu. E tratar de ajudar o Brasil pra gente poder avançar. Estrelismo não é caminho, é descaminho. Você precisa construir consensos na democracia para poder avançar”. 

O candidato falou ainda sobre o país “que estagnou na renda média” e sobre a importância de se ter uma agenda de competitividade. “Senão como vamos competir lá fora se o custo do seu dinheiro aqui é muito mais caro? Você precisa ter uma agenda de competitividade. Ano a ano, tudo que você vai fazer para crescer 4 a 5% ao ano durante 20, 30 anos. Quanto abrir a economia para poder crescer. Temos que saber jogar o jogo do século XXI. Acordos comerciais: nós ficamos isolados. Nós temos que avançar nos acordos para colocar o produto brasileiro lá fora”, apontou Alckmin. 

Ele falou ainda sobre Educação, o estabelecimento de metas, investimentos em logística. “Quem assumir o governo ano que vem vai ter o sexto ano de déficit,  o país gastando mais do que arrecada. Déficit primário e ainda gasta mais. O Brasil na década de 70 investia 5,5% do PIB, hoje investe 1,2%. Por outro lado, o setor privado pode e deve investir muito. Importante você ter agências reguladoras não capturadas por partido político, com marco regulatório e segurança jurídica. Aí não tenha dúvida que vamos ter investimentos”. 

Machado reforçou que a reunião empresarial com Alckmin faz parte da estratégia adotada nesta nova gestão do Sindiex de participar ativamente das discussões sobre o desenvolvimento do país, principalmente em ano eleitoral. “Queremos ouvir as propostas dos candidatos e como possuidor do maior agrupamento de empresas de comercio exterior do Brasil nos acreditamos que podemos contribuir com muitas sugestões para melhorar a produtividade competitividade do setor", disse. 

O próximo encontro será no dia 26 de junho com o candidato João Amôedo, do Partido Novo.






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