Infraestrutura portuária amplia oportunidades para o comércio exterior e logística capixaba

Publicado em 14/09/2026

A expansão da infraestrutura portuária e a integração entre diferentes modais foram apontadas como fatores decisivos para ampliar a competitividade do Espírito Santo no comércio exterior. O tema norteou o painel "Infraestrutura que sustenta o crescimento: oportunidades do comércio exterior e da logística capixaba”, realizado durante o Conecta-ES, promovido pelo Sindiex e pelo Sincades em São Paulo.

O debate reuniu o fundador e membro do Conselho do Porto Central, CEO da Tegran e da Macro Investimentos, Fabrício Cardoso Freitas, e a diretora comercial da Vports, Carla Rios do Amaral. A mediação foi de Patrícia Gouvêa, diretora-presidente da Nova ES.

A conversa partiu de dois movimentos recentes da infraestrutura capixaba: a aprovação de R$ 2,18 bilhões do Fundo da Marinha Mercante para a primeira fase do Porto Central, em Presidente Kennedy, e o plano de expansão de R$ 1,6 bilhão da Vports.

A avaliação apresentada no encontro considerou que os investimentos em portos e terminais precisam ser analisados em conjunto com a capacidade de armazenagem, os acessos rodoviários e ferroviários e as demais etapas que compõem a cadeia logística. Para as empresas importadoras, exportadoras, atacadistas e distribuidoras, a eficiência de cada elo interfere diretamente em custos, prazos e capacidade de planejamento das operações.

Carla Rios Amaral destacou que, no curto prazo, a Vports ainda tem restrições para receber grandes serviços, mas há intervenções e estudos em andamento para ampliar a capacidade e aumentar a competitividade do porto.

Outro ponto discutido foi a coexistência entre diferentes projetos e estruturas portuárias no Estado. Enquanto o Porto Central avança para uma nova etapa de implantação, com o início das intervenções marítimas previsto para este ano, a Vports amplia a capacidade de instalações que já estão em operação. No primeiro semestre de 2026, a companhia registrou 4,1 milhões de toneladas movimentadas, recorde histórico e alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025.

A capacidade portuária também foi relacionada à atração de novos negócios. Para os painelistas, uma infraestrutura capaz de receber diferentes tipos de carga, atender embarcações maiores e oferecer conexões eficientes com áreas de armazenagem e distribuição aumenta as alternativas para empresas que avaliam onde instalar operações ou por quais rotas movimentar suas mercadorias. Além disso, essa estrutura pode representar novas oportunidades de inserção nas cadeias nacionais e internacionais de comércio.

Reforma Tributária

A preocupação com a Reforma Tributária também foi pauta do debate. Fabrício Cardoso Freitas acredita que a infraestrutura será o grande diferencial do Espírito Santo. "Temos investimentos, capacidade fiscal e condições para nos consolidarmos como um hub logístico do país”.

Já a mediadora do painel, Patrícia Gouvêa, ressaltou que, diante da Reforma Tributária, os estados terão de competir de outras formas. "O Espírito Santo tem na infraestrutura e nos investimentos públicos e privados uma grande oportunidade para atrair novos negócios”.

 

 

Infraestrutura portuária amplia oportunidades para o comércio exterior e logística capixaba

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